Um blog que mostrará a verdade. "Então conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará" (Jo 8:32).
Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biografias. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Katy Perry - A Biografia de uma Centésima Ovelha
1984–2000: Infância, adolescência e educação
Vista de Santa Bárbara, cidade natal da cantora.
Katheryn Elizabeth Hudson nasceu em 25 de outubro de 1984 em Santa Bárbara, Califórnia, Estados Unidos, oriunda de uma família de classe baixa. Ela é filha de dois pastores evangélicos, Keith e Mary Hudson, e possui dois irmãos, uma mais velha chamada Angela Hudson e um mais jovem chamado David Hudson.[5][21][22][23] Katheryn possui ascendência portuguesa por parte de sua mãe, que é irmã do cineasta Frank Perry e da roteirista Eleanor Perry, ambos falecidos.[23][24] Três de seus trisavós eram originários dos Açores, mais especificamente de Horta. Perry também tem ascendência alemã, irlandesa e inglesa.
Quando era criança, ela ouvia apenas música gospel e era proibida de ouvir outros estilos musicais, chamados por seus pais de "músicas seculares". Ela participava de escolas dominicais e acampamentos religiosos, chegando a fazer aulas de dança em um salão em Santa Bárbara, onde aprendeu a dançar swing, Lindy Hop e jitterbug. Segundo a cantora, ela competia musicalmente com sua irmã mais velha porque queria "copiar sua irmã e tudo o que ela fazia" e devido a isso, praticava seu canto com fitas cassetes, que eram frequentemente roubadas por Katheryn para treinar. Após treinar, ela cantou para seus pais e eles sugeriram para que ela aperfeiçoasse suas habilidades com aulas de canto; durante um certo período, Katheryn cantava publicamente em restaurantes e reuniões familiares. Ela foi batizada e, aos nove anos de idade, começou a cantar no coro musical de sua igreja até os dezessete anos. Quando adolescente, ela estudou no Colégio Dos Pueblos e depois de completar o ensino médio e receber seu diploma, ela decidiu prosseguir sua carreira musical, estudando canto até os dezesseis anos de idade e até mesmo chegando a cursar ópera na Faculdade de Música do Oeste em Santa Bárbara, mas por pouco tempo.
2001–2006: Katy Hudson e álbuns cancelados
os quinze anos de idade, ela mudou-se para Nashville, Teeneessee e trabalhou com algumas pessoas ligadas à música country, para quem gravou alguns demos tapes com a proposta de ser ensinada a tocar guitarra e a compor, como troca de favores. Em 2001, a cantora lançou seu primeiro álbum de estúdio de música gospel, Katy Hudson, produzido pela Red Hill Records. Apesar de ter sido um sucesso com a crítica profissional, o álbum vendeu apenas 200 cópias e sua produção de cópias foi cancelada devido ao fechamento da gravadora.
"Estava em Beverly Hills, tão empolgada com uma super festa que eu nem percebi que minha calça tava rasgada e minha bota furada (mas, eu tava na moda) Háháhá!. Mas nada aconteceu. Pensei: 'Uau, não tenho dinheiro e estou morando em Cahuenga, sob o letreiro de Hollywood'. Ter um álbum inteiro gravado e ele nunca ser lançado. Mas realmente acredito que faz parte do meu destino. Ou do plano. Ou do que quer que seja."
— Katy Perry, em entrevista à Rolling Stone.
Após mudar seu nome artístico de "Katy Hudson" para "Katy Perry", a cantora mudou-se para Los Angeles, Califórnia e conheceu um produtor musical chamado Glen Ballard, que cuidou da carreira de Perry por três anos.[35] Em 2004, a cantora assinou contrato com a Island Def Jam Records e, junto com Ballard, trabalhou na produção de um álbum chamado (A) Katy Perry (também conhecido como Diamonds), mas foi cancelado durante os estágios finais de produção.[7]"Quando o pai de Katy a trouxe ao meu estúdio, pensei que ela só me daria umas músicas para ouvir. Ela entrou com o violão e se sentou para tocar uma música. Ela era destemida" revelou Ballard.
Em 2005, a cantora assinou com a Columbia Records e conheceu o grupo The Matrix — que já havia trabalhado com Avril Lavigne, Liz Phair e Britney Spears, anteriormente —, e participou do álbum também chamado The Matrix.[8]No mesmo ano, ela foi entrevistada pela Blender Magazine e disse que seu álbum seria mais "rock" em relação à (A) Katy Perry, chamando-o de "A próxima coisa grande". Apesar de ter sido nesta época que começou a chamar atenção dos produtores e executivos da indústria fonográfica, assim como o álbum anterior, The Matrix foi cancelado pouco antes do lançamento.
Em 2006, Glen Ballard produziu a canção "Goodbye for Now" do P.O.D. e convidou Perry para fazer o backing vocal desta. Ela também participou do videoclipe da canção "Cupid's Chokehold" da banda Gym Class Heroes, onde conheceu e começou um relacionamento com o vocalista, Travis McCoy. Entre 2006 e 2007, Perry trabalhou como crítica musical no departamento de Artistas e Repertório da gravadora independente TAXI Music, onde era responsável por avaliar as músicas enviadas para a gravadora. Nessa época, ela conheceu o ex-presidente da gravadora Capitol Records, Jason Flom, que a ajudou a assinar um contrato com esta.
2007–2009: One of the Boys e MTV Unplugged
Após assinar com a gravadora Capitol Records, Katy Perry escreveu e co-escreveu novas canções para um novo álbum de estúdio, sendo que entre 2004 e 2008, ela já havia escrito "entre sessenta e cinco e setenta canções." Com as gravações do álbum concluídas, a Capitol Records optou por lançar um extended play digital para introduzir a cantora na mídia, a canção chamada "Ur So Gay", que ganhou notoriedade após a cantora Madonna elogiar a canção durante uma entrevista com a rádio norte-americana Kiss-FM, dizendo que era a sua música favorita na época.
Após assinar com a gravadora Capitol Records, Katy Perry escreveu e co-escreveu novas canções para um novo álbum de estúdio, sendo que entre 2004 e 2008, ela já havia escrito "entre sessenta e cinco e setenta canções."[39] Com as gravações do álbum concluídas, a Capitol Records optou por lançar um extended play digital para introduzir a cantora na mídia, a canção chamada "Ur So Gay", que ganhou notoriedade após a cantora Madonna elogiar a canção durante uma entrevista com a rádio norte-americana Kiss-FM, dizendo que era a sua música favorita na época.
Com o primeiro single oficial, "I Kissed a Girl", sendo classificado na primeira posição das paradas musicais da Austrália, Áustria, Bélgica, Bulgária, Canadá, Dinamarca, Holanda, Irlanda, Itália, Estados Unidos, Nova Zelândia e Reino Unido e Suécia e com o lançamento do segundo álbum, One of the Boys, Katy Perry embarcou no festival de música Warped Tour 2008, percorrendo por diversos estados norte-americanos. Em setembro, foi lançado o segundo single do álbum, "Hot N Cold", que ficou no pódium das paradas da Alemanha, Áustria, Canadá, Estados Unidos, Finlândia, Irlanda e Portugal, considerado o segundo e um dos maiores hits de sua carreira. Perry foi a apresentadora da cerimônia de premiação MTV Europe Music Awards de 2008 e concorreu nas categorias "Artista/Banda Revelação" e "Canção Favorita do Ano" com "I Kissed a Girl". Em dezembro de 2008, a cantora terminou seu namoro de quase dois anos com o rapper e vocalista do Gym Class Heroes, Travis McCoy, devido a falta de tempo da cantora para conciliar sua vida profissional e pessoal.
Em uma entrevista no final de 2008, Katy Perry descreveu-se como "uma versão mais gorda de Amy Winehouse e mais magra de Lily Allen"; Allen, também artista da Capitol Records, reagiu contra Perry chamando-a de "cópia norte-americana", além de ameaçar divulgar o número de seu celular oficial no Facebook. Perry desculpou-se com a cantora, mas ignorou as ofensas ditas por Allen.
Além de lançar "Thinking of You" como terceiro single, Perry iniciou sua primeira turnê mundial, Hello Katy Tour, em janeiro de 2009. Ainda em janeiro, ela participou do 51st Grammy Awards, onde foi indicada pela primeira vez, porém sem êxito.[50] A cantora e vencedora da primeira temporada do American Idol, Kelly Clarkson, regravou as canções do álbum (A) Katy Perry, "Hook Up" e "Long Shot", para seu quarto álbum de estúdio, All I Ever Wanted, lançado em 2009.[51] A gravadora afiliada à Capitol Records, Let's Hear It Records, lançou o álbum The Matrix em 2009, mas sem a participação vocal de Katy Perry.[8]Seu quarto e último single de One of the Boys, "Waking Up in Vegas" foi lançado em abril e também teve um bom desempenho comercial.[52] Em maio, ela reatou o namoro com Travis McCoy, mas eles terminaram novamente em setembro de 2009.[53] Ela participou do MTV Video Music Awards de 2009, indicada na categoria "Melhor Videoclipe Feminino" com "Hot N Cold" e cantando "We Will Rock You" do Queen acompanhada de Joe Perry. Durante a premiação, ela conheceu e começou a namorar com apresentador do evento, Russell Brand.
A cantora participou da canção remixada da dupla de música eletrônica, 3OH!3, chamada "Starstrukk" e que foi lançada oficialmente no programa de rádio On Air with Ryan Seacrest em setembro de 2009.[56] Em 5 de novembro, Katy Perry quebrou um recorde de quinze anos ao apresentar o MTV Europe Music Awards de 2009 por dois anos consecutivos, onde também foi indicada na categoria "Melhor Videoclipe" com "Waking Up in Vegas" e "Melhor Artista Feminina".[57]
Em novembro de 2009, a parceria entre a MTV e a Capitol Records resultou no lançamento do álbum acústico MTV Unplugged: Katy Perry, com versões acústicas de algumas faixas de One of the Boys, cover do Fountains of Wayne e uma canção inédita chamada "Brick by Brick".[58][59] Ela participou da canção intitulada "If We Ever Meet Again", do rapper Timbaland e que foi lançada como quarto single promocional do álbum Timbaland Presents Shock Value II em dezembro de 2009.
2010–presente: Teenage Dream e casamento
Em janeiro de 2010, Katy Perry aceitou o pedido de casamento feito por Russell Brand enquanto ambos estavam viajando em Jaipur, Rajastão, Índia. Ela retornou aos estúdios para a gravação de seu segundo álbum de estúdio de música pop, e anunciou que estava trabalhando com Dr. Luke, Max Martin e Greg Wells novamente, além de anunciar Tricky Stewart como produtor, também. Ela participou como jurada da nona temporada do programa americano de talentos musicais American Idol, em janeiro de 2010. Em março, foi divulgado que Perry estava cotada para dublar a personagem Smurfette na adaptação cinematográfica em live-action/3D de 2011 de Os Smurfs, dirigida por Raja Gosnell e gravada e distribuida pela Sony Pictures Animation e Columbia Pictures, respectivamente.[65][66][67]
"California Gurls", que tem a participação do rapper Snoop Dogg, foi lançado em maio de 2010 como primeiro single do terceiro álbum de estúdio e conseguiu atingir a primeira posição das paradas americanas, australianas, canadenses, irlandesas e neozelandesas, aparecendo no pódium das paradas alemãs, austríacas, finlandesas e portuguesas, tornando-se o terceiro hit da carreira da cantora, com aproximadamente 4,400,000 cópias vendidas digitalmente.[68][69] Katy Perry apresentou o Teen Choice Awards de 2010, vencendo nas categorias "Música do Verão" e "Melhor Single" com "California Gurls".[70] O álbum intitulado Teenage Dream foi lançado em agosto de 2010 e emplacou na primeira posição das paradas de álbuns como a Billboard 200 e as paradas australianas, canadenses, inglesas e irlandesas.[71] A faixa-título do álbum, "Teenage Dream", foi lançado em julho, antes do lançamento do álbum, como segundo single e atingiu a primeira posição dos Estados Unidos, Irlanda e Nova Zelândia, também tornando-se um sucesso de sua carreira.[72] Em setembro, ela gravou uma participação especial no programa infantil, Sesame Street, mas ela não foi ao ar devido ao decote usado pela cantora no episódio, que foi reprovado por alguns pais mais conservadores.[73] Em resposta, Perry apareceu no programa americano da NBC, Saturday Night Live, vestida com uma camiseta com um grande decote e com o rosto do personagem da Sesame Street, Elmo, como forma de deboche à crítica.[74]
Em outubro, o terceiro single de Teenage Dream, "Firework", foi lançado nos Estados Unidos, conseguindo atingir a primeira posição das paradas americanas, canadenses e neozelandesas, sendo o quinto single de sucesso da carreira da cantora.[75] "Firework" fez com que a cantora quebrasse um recorde por conseguir fazer três singles consecutivos de um mesmo álbum atingirem a primeira posição da parada americana, Billboard Hot 100, feito realizado pela última vez em 1999 pela cantora de R&B, Monica.[76] O videoclipe foi patrocionado pela companhia telefônica européia Deutsche Telekom, que selecionou mais de 200 fãs da cantora para participar da produção.[77] Em outubro, a cantora participou e apresentou-se no Victoria's Secret Fashion Show 2010, onde cantou "Firework" usando um vestindo desenhado pelo estilista Todd Thomas. Durante o outono do Hemisfério Norte, ela lançou sua primeira fragrância, chamada Purr, produto com embalagem em formato de gato.
Após a polêmica envolvendo-na na série Sesame Street, Perry participou do episódio "A Luta Antes do Natal" da vigésima segunda temporada de The Simpsons, onde representou si mesma como namorada do personagem Moe Szyslak. Em dezembro, Katy Perry participou do VH1 Divas Salute the Troops, onde promoveu Teenage Dream e homenageou as tropas militares dos Estados Unidos junto à Keri Hilson, Nicki Minaj e Hayley Williams. Em janeiro de 2011, a cantora participou do People's Choice Awards 2011, onde venceu nas categorias "Melhor Artista Feminina" e "Maior Sensação Online". Ela participou da série americana da CBS, How I Met Your Mother, onde interpretou a prima da personagem Zoey, chamada Honey. Anunciada em outubro de 2010, a cantora embarcou em sua segunda turnê mundial, The California Dreams Tour, iniciada no continente europeu em fevereiro de 2011. Em fevereiro de 2011, ela lançou o quarto single de seu terceiro álbum, "E.T.", com a participação do rapper Kanye West na versão remixada, que foi além do recorde anterior e tornou-se o quarto single consecutivo do álbum a ficar na primeira posição da Billboard Hot 100 — feito realizado pela última vez em 2004 pelo cantor Usher, sendo também que a última artista feminina a emplacar quatro músicas na parada foi Mariah Carey em 1991.
Em 6 de junho de 2011, a cantora lançou o quinto single de seu disco, a canção "Last Friday Night (T.G.I.F.)". Em 18 de agosto, a faixa alcançou o primeiro lugar da principal parada da Billboard, assim como todos os seus antecessores, tornando Katy Perry a primeira mulher em 53 anos de história da parada Hot 100 a ter cinco músicas do mesmo disco no topo deste gráfico. O único artista além dela a conseguir tal feito foi Michael Jackson em 1987 com seu álbum Bad, que estabeleceu o recorde com os sucessos "I Just Can't Stop Loving You", "Bad", "The Way You Make Me Feel", "Man in the Mirror" e "Dirty Diana".
Influências e estilo musical
A extensão vocal de Katy Perry é o contralto, quando há facilidade para atingir notas mais agudas em relação à notas mais finas.Com o lançamento de seu segundo álbum, One of the Boys, o estilo musical de Katy Perry foi intensamente comparado à Avril Lavigne e Lily Allen, devido as canções provocadoras e desbocadas.Mas de acordo com a matéria publicada no site Abril.com, "a voz de Perry é superior" e "a cantora tem senso de humor que faltava em Lavigne", enquanto que Allen possui uma voz mais suave em relação as duas. Perry citou como principal influência o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, pois a "combinação da maneira sarcástica com que ele compunha e o ar de 'dane-se' foram primordiais" para carreira da cantora. Enquanto o álbum Teenage Dream estava sendo gravado e produzido, ela falou que inspirou-se e gostaria de ser uma nova Alanis Morissette da música internacional. Musicalmente, Perry citou as cantoras Cyndi Lauper, Madonna e as bandas ABBA, Ace of Base e The Cardigans como inspirações para o estilo musical de Teenage Dream, que possui fortes influências da música pop da década de 1990 para "fazer as pessoas pularem para cima e para baixo".
Desde o lançamento do álbum Katy Hudson, a cantora era analisada por suas canções com letras fortes, sendo que Russ Breimeier da Christianity Today disse "Suas habilidades de compor são fortes, é difícil acreditar que ela tem apenas 16 anos e tinha apenas 15 quando escreveu a maior parte destas músicas. […] Poderia ter sido apenas outra compositora adolescente imitando tendências musicais com letras cristãs. Em vez disso, eu ouço um notável jovem talento emergente, uma compositora talentosa, que certamente vai longe neste negócio." Entre 2007 e 2009, Perry foi criticada pelos profissionais devido à seus temas polêmicos abordados em One of the Boys. A canção "Ur So Gay", onde a cantora compara o estilo emo exagerado de seu ex-namorado ao homossexualismo, foi má-recebida devido à alegações de Homofobia devido ao refrão que diz "Você é tão gay e você nem mesmo gosta de garotos".[4]Diferentemente desta, "I Kissed a Girl", que fala sobre o beijo entre duas garotas, foi criticada pelos cristãos e moralistas por "promover o homossexualismo". Em Teenage Dream houve um amadurecimento musical da cantora, que disse à Associated Press: "Das poucas letras que escrevi até agora, são todas muito honestas, talvez mais honestas do que as últimas. Mas elas estão um pouco mais maduras. Agora sei como lidar com os garotos. Na verdade, eu não me envolvo mais com garotos agora, e sim com homens. É bem diferente quando você faz um disco com 19 anos e quando você faz outro com 25." As canções do terceiro álbum, "Firework", "Hummingbird Heartbeat" e "Not Like the Movies" foram inspiradas por seu marido, Russell Brand.
[editar]Imagem pública
Apresentação da cantora no Warped Tour 2008.
Inicialmente, entre 2007 e 2009, Katy Perry era conhecida por seu estilo pin-up, que baseia-se na moda da década de 1940 e 1950 que abrangem peças de roupas coloridas e estampadas. Em entrevista, Perry revelou que inspirou-se no estilo da personagem homônima do filme de 1962 de Stanley Kubrick, Lolita. Em entrevista com a revista Fabulous, a cantora revelou que planeja lançar sua própria linha de roupas, segundo ela, inspiradas em pin-up e Lolita e no estilo de Agyness Deyn e Dita Von Teese. A partir de 2010, a cantora passou a vestir roupas mais ousadas, como vestidos de látex e shorts brilhantes, que fizeram Perry ser eleita pela MTV como uma das cantoras mais bem vestidas do ano.
Em uma lista da revista Maxim sobre "As Mulheres Mais Sexy do Mundo em 2010", a cantora foi classificada na primeira posição. Ela comentou à Elle durante a edição de março de 2010: "Acredito que as pessoas já sabem que não sou apenas uma garotinha sexy, tenho mais a dizer. Estou tentando dar às pessoas trilha sonora para suas vidas - músicas que expressam um barril de emoções." Na edição de julho da revista Billboard nos Estados Unidos em que a cantora aparece na capa, Perry foi chamada de "Nova Rainha do Pop". Em dezembro, ela foi convidada para participar do VH1 Divas Salute the Troops e comentou sobre o uso do termo 'diva' à seu respeito: "Tive que procurar a definição de 'diva' no dicionário. Tive que ir na essência da palavra. Obviamente, eu não sou Beyoncé. Ela é uma diva de verdade."
Durante o decorrer dos anos de carreira, a cantora revelou-se ser uma artista filantropa. Em maio de 2009, ela participou do Life Ball, evento de gala ocorrido em Viena, Áustria que teve como propósito arrecadar fundos monetários usados para ajudar o combate da AIDS. Ela posou com uma camiseta da campanha Fashion Against AIDS, que arrecada os lucros das vendas destas contra a doença. O videoclipe de "Firework" — que aborda temas como superação do preconceito, problemas físicos e psicológicos — foi dedicado ao projeto It Gets Better, campanha estadunidense que tenta combater o suicídio entre jovens homossexuais. Após o terremoto e tsunami de 11 de março de 2011 que devastou principalmente Sendai, Japão, a cantora revelou que iria reverter parte da renda obtida com a venda de produtos de sua turnê mundial, The California Dreams Tour, afim de ajudar as vítimas do país. A canção "Firework" apareceu no álbum beneficente para ajudar o país, Songs for Japan, junto com diversos outros artistas.
Vida pessoal
Em 2007, Katy Perry iniciou um relacionamento com o vocalista da banda Gym Class Heroes, Travis McCoy, mas que acabou no final de 2008 devido a dificuldade dos dois para conciliarem o trabalho com a vida pessoal.Algum tempo depois, os dois voltaram a namorar, mas por um curto tempo.[114] Ela conheceu o ator e humorista, Russell Brand, durante o MTV Video Music Awards de 2009, após lançar uma garrafa de água acidentalmente na direção dele.
Enquanto estavam em Jaipur, Rajastão, Índia, em janeiro de 2010, Brand propôs casamento à cantora, que aceitou. Sua amiga e também cantora, Rihanna, realizou a despedida de solteiro de Perry em Las Vegas, Nevada, em setembro. Em outubro, Perry retornou para Jaipur na Índia, onde casou-se com Russell Brand; o casamento foi inspirado na cultura indiana, apesar de ser realizado por um pastor. "A cerimônia, privada e espiritual, contou com a presença da família e de amigos próximos do casal, e foi realizada por um pastor cristão. Serviram de cenário os campos majestosos e inspiradores", contou uma fonte próxima à cantora.As fotos do casamento foram mantidas em segredo até a performance da cantora no 53rd Grammy Awards.
Apesar de atuar nos estilos musicais pop e pop-rock, Perry possui origens cristãs devido à seus pais, Keith e Mary Hudson, ambos pastores evangélicos. Devido à isso, a cantora pronunciou-se dizendo que "não é legal misturar religião e sexo na mesma garrafa". Durante o primeiro semestre de 2010, ela ouviu Russell Brand zombando de alguns protestantes cristãos antigays, dizendo a eles: "Vocês não conhecem Jesus! Eu conheço: acabei de chupar o pau dele. "Ofendida, a cantora postou em seu Twitter: "Usar blasfêmia como entretenimento é tão de mau gosto quando um comediante contar uma piada de peido", que fez a mídia acreditar que ela estava criticando o videoclipe que Lady Gaga havia acabado de lançar na época, "Alejandro", criando uma grande polêmica. Perry também tem o nome "Jesus" tatuado no pulso, revelando à Rolling Stone: "Deus ainda é uma parte grande da minha vida […] Ainda acredito que Jesus é o filho de Deus." Sua mãe revelou que está escrevendo um livro sobre sua relação com sua filha.
Particularmente acho que temos de orar por ela.
Fiquem com Deus
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Aarão
Eu resolvi agora pegar personagens, fatos bíblicos importantes e colocá-los à disposição de vocês. Comecemos com uma biografia bastante importante, um irmãozinho de Moisés que foi somente o primeiro sumo-sacerdote de Israel; Aarão.
Aarão (ou Arão) (אַהֲרֹן, palavra que significa "progenitor de mártires" em hebraico possivelmente relacionado com o egípcio "Aha Rw," "Leão Guerreiro"), foi o irmão mais velho de Moisés (Ex. ii. 4), e primeiro sumo sacerdote dos hebreus.
Aarão (Ou Arraron, tranliterado para hebraico.) teria sido filho mais velho de Anrão e Joquebede (Êxodo 6:20), da Tribo de Levi (1Crônicas 6:1-3). Era bisneto de Levi. Tinha uma irmã mais velha, Miriam, Êxodo 2:4). Casou com Eliseba, filha de Aminadabe, da Tribo de Judá, que lhe deu quatro filhos, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar.
Aparece na bíblia quando Jeová, o Deus de Israel o envia desde o Egito para se reunir com o seu irmão Moisés no Monte Horeb. Tornou-se escolhido por Deus como porta-voz (profeta) de Moisés (que teria problemas de dicção de acordo com a tradição),e serviu como orador junto do Faraó, nas diligências que permitiram a realização do Êxodo e da libertação do povo hebreu do Egipto, em direcção à Terra prometida.
Seu papel central levou à sua escolha e de sua descendência em perpetuidade como sumo sacerdote dos israelitas quando da constituição do sacerdócio no Tabernáculo, ainda que posteriormente por covardia tenha participado de algumas rebeliões contra autoridade divina como na criação do bezerro de ouro, ídolo pedido pelos israelitas para guiar-lhes já que Moisés estaria desaparecido pois estava no Monte Sinai recebendo os Dez Mandamentos.
Aarão e Moisés não foram autorizados por Deus a entrar em Canaã. A razão alegada é que os dois irmãos apresentaram impaciência em Cades, no último ano de peregrinação no deserto, quando Moisés bateu na rocha para sair água, quando a ordem de Jeová era que ele deveria comandar a rocha. Da morte de Aarão temos duas historias, a principal e mais detalhada de que Aarão, Eleazar seu filho e Moisés, subiram ao monte Hor, Moisés tirou as vestes de Aarão e as colocou em seu filho Eleazar. E Aarão morreu no alto do monte. Depois disso, Moisés e Eleazar desceram do monte, e , quando toda a comunidade soube que Aarão tinha morrido, toda a nação de Israel pranteou por ele durante trinta dias. Aarão tinha cento e vinte e três anos de idade quando morreu no monte Hor, no primeiro dia do quinto mês do quadragésimo ano depois que os israelitas saíram do Egito.A outra historia conta em que os israelitas partiram dos poços dos jaacanitas e foram até Moserá. Ali Arão morreu e foi sepultado, e o seu filho Eleazar foi o seu sucessor como sacerdote. O monte Hor ficava nos limites da tribo dos Edomitas, próximo a Petra, atualmente é território da Jordânia.
A Vara de Aarão
A Vara de Aarão é o nome dado à vara que usada por Aarão para executar sinais prodigiosos diante de Faraó e que serviu como sinal de escolha para o sacerdócio por Deus quando da rebelião de Corá (Números xvii. 8). Esta vara teria sido colocada na Arca da Aliança, o que a tradição cristã também concorda (Hebreus ix. 4) como um sinal da autoridade do sacerdócio aarônico.
A Tumba de Aarão
A tumba de Aarão é o nome dado ao local onde Aarão teria sido enterrado de acordo com Números xx. 23-28. De acordo com a tradição, Aarão teria sido enterrado na Montanha de Hor na época do domínio dos edomitas. A tradição posterior, evidentemente de origem muçulmana crê que se trate de um monte próximo a Petra, chamado hoje de Monte de Aarão, ainda que tal afirmação não concorde com o itinerário dos israelitas conforme estabelecido pela Torá.
Visão rabínica e apócrifa
Os mais antigos profetas e escritores judaicos viram nos seus sacerdotes os representantes religiosos de uma forma inferior à verdade profética, o espírito dos homens sem Deus e sem a vontade de potência necessária para resistir às proclamações idólatras. Assim, Arão, o sacerdote típico, está abaixo Moisés, o representante da verdade profética direta. Porém salienta-se (Sifra, Wa-yiḳra, i) que quinze vezes na Torá é dito que "o Senhor falou a Moisés e Aarão." Quando após o domínio persa, um ideal diferente de sacerdote foi formado (Malaquias. ii. 4-7), a tendência predominante foi a de colocar Arão em pé de igualdade com Moisés. "Às vezes Arão, em outras vezes Moisés, é mencionado em primeiro lugar nas Escrituras, isto para mostrar que eles eram do mesmo valor", diz Mekilta e Eclesiástico XLV. 6-24.
No Corão
No Corão, Aarão é conhecido como Harun. Um dos detalhes importantes que diferem o texto daqui sobre o texto da Torá é o fato de Aarão não estar envolvido na criação do bezerro de ouro.
Comparação de Moisés e Aarão
De acordo com Tan. (ed. Buber, ii. 12), a atividade de Aarão como um profeta começou mais cedo do que a de Moisés. O escritor do Testamentos dos Patriarcas, no entanto, hesita em igualar Moisés "que fala com Deus como com um pai" com Aarão (Testamento de Levi, viii. 17). Os rabinos são mais enfáticos no louvor das virtudes de Aarão. Hillel, que no tempo do Herodes viu a degeneração da classe de sacerdotes, diz: Sejais como díscipulos de 'Aharon que amavam a paz e buscavam a paz, que amavam as criaturas e as traziam para a Torá. (Avot 1:12). Isto é ainda ilustrado pela tradição preservada em Abot der. N. xii. Sanh. 6b, e outros, segundo a qual Aarão era um sacerdote ideal do povo, muito mais amado por sua gentileza do que Moisés. Enquanto Moisés era, por vezes, intransigente e duro, Aarão era pacificador, reconciliando um casal que havia se separado, por exemplo. O luto do povo por Aarão foi maior do que o luto por Moisés, tendo toda a cada de Israel chorado, incluindo as mulheres (Números. xx. 29). Mesmo na fabricação do Bezerro de Ouro os rabinos encontram motivos de isenção para Aarão (Sanh. 7a). Sua força e silenciosa submissão à vontade de Deus sobre a perda de seus dois filhos são referidos como um excelente exemplo para os homens de como glorificar a Deus no meio de grande aflição (Zeb. 115; b Josephus, "Ant." Iii. 8 º, § 7). Particularmente significativas são as palavras representadas como sendo faladas por Deus após os príncipes das doze tribos trazerem suas oferendas de dedicação para o Tabernáculo: "Diga ao teu irmão Aarão: Maior que os presentes dos príncipes é o teu, porque Tu és chamado a acender a luz, e, embora os sacrifícios devem durar apenas enquanto dura o Templo, a tua luz da lei deve durar eternamente" (Tan., ed. Buber,, 6).
sexta-feira, 11 de março de 2011
John Harper

John Harper nasceu num lar cristão em Glasgow, Escócia, em 1872.
Quando tinha aproximadamente quatorze anos, tornou-se ele mesmo um
cristão, e dali em diante, começou a falar aos outros sobre Cristo. Aos
dezessete anos, começou a pregar, ir às ruas do seu vilarejo e derramar sua
alma enquanto suplicava com paixão que os homens se reconciliassem com
Deus.
Após cinco ou seis anos de labor nas esquinas das ruas pregando o
evangelho, e trabalho na usina durante o dia, Harper foi recebido pelo
Reverendo E. A. Carter da Missão Batista Pioneira em Londres. Isso deixou
Harper livre para devotar seu tempo e energia integral à obra que o seu
coração amava tanto – o evangelismo. Um pouco depois, em setembro de
1896, Harper iniciou sua própria igreja. Essa igreja, que começou com apenas
25 membros, passou a mais de 500 membros quando ele saiu de lá, uns treze
anos mais tarde. Durante esse tempo ele casou-se e ficou viúvo. Antes de
perder sua esposa, Deus abençoou Harper com uma beleza menininha
chamada Nana.
A vida de Harper foi agitada. Ele quase morreu afogado várias vezes.
Quando tinha dois anos e meio de idade, caiu num povo, mas foi resgatado e
reanimado por sua mãe. Aos vinte e seis, foi arrastado mar adentro por um
vento reverso e quase não sobreviveu. E aos trinta e dois anos viu de frente a
morte no Mar Mediterrâneo, quando estava num barco com o casco rachado.
Na verdade, esses “contatos” com a morte parecem ter apenas confirmado
John Harper em seu zelo pelo evangelismo, algo que o marcou pelo resto dos
dias de sua vida.
Enquanto pastoreando sua igreja em Londres, Harper continuou seu
evangelismo fervoroso e fiel. De fato, ele era um evangelista tão zeloso que a
Moody Church em Chicago pediu que ele viesse até a América para uma série de
encontros. Ele o fez, e muito bem. Uns poucos anos depois, a Moody Church
perguntou se ele não queria ir novamente. E foi assim que certo dia, Harper
adentrou num navio com um ticket de segunda classe em Southampton,
Inglaterra, para uma viagem até a América.
A esposa de Harper tinha morrido uns poucos anos antes, e Harper
tinha com ele sua única filha, Nana, de seis anos. O que aconteceu após isso
sabemos principalmente por duas fontes. Uma é Nana, que morreu em 1986
aos oitenta anos. Ela lembrava-se de ter sido acordada pelo pai umas poucas
noites na jornada deles. Era por volta de meia-noite, e ele disse que o navio
onde eles estavam tinha batido num iceberg. Harper disse a Nana que outro
navio estava para chegar, a fim de resgatá-los, mas, como precaução, ele a
colocaria num barco salva-vidas juntamente com uma prima mais velha, que
os acompanhava. Quanto a Harper, ele aguardaria até o outro navio chegar.
O restante da história é uma tragédia bem conhecida. A pequena Nana
e sua prima foram salvas. Mas o navio onde tinham estado era o Titanic. O
único motivo de sabermos o que aconteceu com John Harper depois é que,
numa reunião de oração em Hamilton, Ontário (Canadá), alguns meses
depois, um jovem escocês caiu em lágrimas e contou a história extraordinária
de como ele foi convertido. Ele explicou que estava no Titanic na noite em que
o mesmo atingiu o iceberg. Ele tinha se apegado a um pedaço de mastro que
estava flutuando nas águas congelantes. “Subitamente”, disse, “uma onda
trouxe até mim um homem, John Harper. Ele também estava agarrado a um
pedaço dos destroços.
Ele bradou: “Homem, você é salvo?”
“Não, eu não sou”, respondi.
Ele gritou de volta: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo”.
As ondas afastaram Harper de mim, mas um pouco depois, ele foi trazido de volta
e ficou ao meu lado de novo. “Você está salvo agora?”, ele exclamou.
“Não”, respondi.
“Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo”.
Então, perdendo o seu destroço, Harper afundou. E ali, sozinho na escuridão da
noite com 50 metros de água abaixo de mim, confiei em Cristo como meu
Salvador. Eu sou o último convertido de John Harper.
Fonte: The Gospel & Personal Evangelism, Mark Dever, p. 13-15.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Clive Staples Lewis

C. S. Lewis (pseudônimo de Clive Staples Lewis) nasceu em Belfast, na Irlanda do Norte, em 29 de Novembro de 1898. Filho de Albert e Flora Lewis, C. S. Lewis tinha apenas um irmão, Warren Lewis. A família era de fé anglicana e frequentava a Igreja da Irlanda.
Quando contava com 4 anos de idade, ao apontar para se mesmo, apelidou-se de Jacksie, que mais tarde foi abreviado para Jack. Foi assim que Lewis ficou conhecido entre seus amigos próximos até sua morte e como, por inúmeras vezes, ele assinou suas cartas. C. S. Lewis, que gostava de apelidar as coisas, apelidou seu irmão de Warnie.
Ainda nesta época, Jack começou a inventar histórias junto com seu irmão, que era três anos mais velho. Uma delas tratava de um reino com ratos, sapos e outros animais falantes, que foi chamado de Boxen. Lewis nunca chegou a escrever um livro com as histórias desse reino de fantasia mas, anos depois, após a morte do irmão, Warnie fez uma compilação e a publicou. Além de Boxen, Lewis ainda escreveu ensaios, contos e romances.
Também nesses anos, por causa das chuvas e da forte ameaça de tuberculose, Lewis ficava muito tempo dentro de casa, em um de seus passatempos favoritos: esconder-se dentro de um velho guarda-roupa feito de carvalho pelo seu avô, Richard Lewis. Nas memórias da prima de Lewis, Clarice, Jack ficava contando suas aventuras enquanto brincavam no grande armário.
Em 1907, foi descoberto um câncer em Flora, a mãe de Lewis. Ela passou por uma cirurgia em fevereiro de 1908, mas acabou falecendo em 23 de agosto do mesmo ano – mesmo dia do aniversário de Albert, seu marido. Durante o sofrimento da esposa e após a sua morte, Albert se fechou, como se houvesse esquecido a existência dos filhos. Com isso, Jack e Warnie passaram a sentir que só podiam confiar um no outro.
No mesmo ano, Lewis foi enviado para estudar na Wynyard School, em Watford. Com problemas de adaptação, ele seguiu depois para a Campbell College, perto de sua casa em Belfast, concluindo seus estudos.
Em 1911, Lewis foi estudar na Inglaterra. Escreveu ao pai muitas vezes pedindo para ser retirado da sua escola, onde não conseguia se adaptar, chegando até a ameaçar suicídio. Na época em que estudou na Inglaterra, Lewis escreveu uma peça em que apresentava uma nova versão do mito nórdico de Bound. Anos mais tarde, Lewis reconheceu que o personagem Loki representava ele mesmo e que, além disso, na sua adolescência não acreditava em Deus e, ao mesmo tempo, ressentia-se do fato de que Ele não existisse e estava triste por este Deus – existindo ele ou não – ter criado um mundo tão cheio de falhas. Novamente pela falta de adaptação, no dia 19 de setembro do mesmo ano, Lewis inicia suas aulas particulares com William T. Kirkpatrick, conhecido como O Grande Crítico, que também foi tutor de seu pai.
Em 1914, em uma das festas na Irlanda às quais ia nos dias livres com a família, ele conheceu Galahad (apelido de Arthur Greeves), com quem manteve correspondência até o fim da vida. Lewis ficou na casa de Kirkpatrick até abril de 1917. Em dezembro de 1916, Lewis conseguiu uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford. Lá, CS Lewis ficou de abril de 1917 até setembro do mesmo ano. Nesse tempo, conheceu o amigo Paddy Moore. Em novembro de 1917, Lewis batalhou na I Guerra Mundial, nas linhas de frente na França, e em abril de 1918, foi ferido na Batalha de Arras. Lewis tinha feito uma promessa com Paddy Moore que, caso um dos dois morressem na batalha, um cuidaria da família do outro. Paddy morreu em abril de 1918 e em novembro do mesmo ano a I Guerra Mundial acabou.
Lewis retomou seus estudos em Oxford, de 1919 até 1923, quando foi diplomado com Alta Distinção em Literatura Grega e Latina, Filosofia e História Antiga e em Língua Inglesa. Em março de 1919, Lewis publicou o livro Espíritos na Servidão com o pseudônimo de Clive Hamilton. O livro tinha ideias ateístas e seu pai dizia para Lewis não deixar o livro exposto em sua casa para os empregados não o lerem. Lewis, porém, garantiu ao pai que o Deus denunciado no livro não era o Deus no qual seu pai acreditava.
Em 1920, Lewis montou em Oxford uma casa para a Sra. Moore e sua filha, as quais eram mãe e irmã do falecido amigo Paddy, e começou a morar com elas a partir de junho de 1921. Em março do mesmo ano, morre William T. Kirkpatrick.
Em outubro de 1924, Lewis começou a lecionar Filosofia em Oxford como professor substituto. Em maio de 1925, foi eleito membro do Magdalen College, em Oxford, onde passou a trabalhar como professor de jovens que aprendiam Língua Inglesa e Literatura. Lewis ficou neste cargo por vinte e nove anos, transferindo-se em 1954 para o Magdalen College em Cambridge. Em maio de 1926, o primeiro encontro entre Lewis e o futuro amigo J.R.R. Tolkien aconteceu, e em 1929 Lewis tornou-se um teísta. Em Surpreendido pela Alegria, Lewis comentou sobre o momento que ele tornou-se um teísta: “No semestre do Trinity College, em 1929, eu cedi, admitindo que Deus era Deus, caí de joelhos e orei: talvez, naquela noite, eu fosse o mais desanimado e relutante convertido em toda a Inglaterra”. Em setembro desse mesmo ano, Albert Lewis morre de câncer em Belfast.
Em outubro de 1930 a Sra. Moore, Lewis e Warnie compraram The Kilns – uma propriedade próxima a Oxford, na qual Lewis e Warnie viveriam até o fim da vida. No ano seguinte, a reforma da Escola Inglesa proposta por Tolkien com o apoio de Lewis é aceita. Esta reforma reúne as disciplinas “língua” e “literatura’ em uma única matéria.
Em setembro de 1931, após uma longa conversa com Tolkien e Hugo Dyson, Lewis ficou convencido de que a fé cristã era real, e em 28 de setembro de 1931, Lewis retornou para a fé cristã, enquanto era conduzido na garupa de uma motocicleta em um passeio ao Zoológico Whipsnade. Lewis começou a frequentar a Igreja Anglicana – contrariando a opinião de seu amigo Tolkien, que era católico romano – na Paróquia Holy Trinity, em Oxford, onde permaneceu durante todo o resto de sua vida.
Em maio de 1933 Lewis publicou O Regresso do Peregrino. Nesse mesmo ano, as reuniões de Lewis com seus amigos, Os Inklings, são iniciadas. Em 1936, foi publicado o livro A Alegoria do Amor.
No dia 2 de setembro de 1939, quatro meninas evacuadas da II Guerra Mundial são acolhidas em The Kilns. Para distrair as crianças, Lewis iniciou uma história, que foi abandonada rapidamente, sobre quatro crianças refugiadas da guerra que ficam por um tempo na casa de um velho professor. Os nomes das crianças na história eram Ann, Martin, Rose e Peter. Foi o começo do que viria a ser seu maior sucesso.
Entre 1940 e 1941, Lewis deu palestras sobre o cristianismo para a Força Aérea Real da Grã-Bretanha. Em outubro de 1940, Lewis publicou O problema do sofrimento e, em 6 de agosto de 1941, fez a primeira das vinte e cinco palestras para a rádio BBC, que viriam a ser posteriormente o livro Cristianismo Puro e Simples. Em 1942 Lewis publica Cartas de um diabo a seu aprendiz, em 1946 publicou O Grande Abismo e em 1947, foi a vez de Milagres – Um estudo preliminar. Porém, em 1948, uma resenha fez com que Lewis revisasse o terceiro capítulo do livro e no mesmo ano, a edição revisada foi publicada.
Em 1950, Lewis recebeu a primeira carta de Joy Gresham, uma escritora americana de 34 anos, com quem se casaria anos mais tarde. Em 16 de outubro do mesmo ano, o primeiro livro da série Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa – foi publicado e assim nascia a famosa série As Crônicas de Nárnia.
No mesmo mês, Lewis inicia a correspondência com uma outra senhora americana chamada Mary. As cartas que Lewis enviou para ela foram publicadas em um livro chamado Cartas a uma Senhora Americana. Por Lewis ter o hábito de queimar as cartas que recebia, não temos acesso a nenhuma das cartas que ela enviou a ele, mas, neste livro, conhecemos um lado mais humano de Jack.
Em 1951, a Sra. Moore faleceu e o segundo livro da série Nárnia, Príncipe Caspian, foi publicado. Em 1952, Lewis publicou Cristianismo Puro e Simples e em setembro do mesmo ano, ele se encontrou pela primeira vez com Joy Gresham. Neste mesmo ano, A Viagem do Peregrino da Alvorada, que seria o último livro da série Nárnia, foi publicado. Em 1953, Lewis publicou A Cadeira de Prata – que é o quarto volume da série narniana – e, no ano seguinte, tornou-se professor titular de Literatura Inglesa Medieval e Renascentista em Cambridge, fazendo sua primeira palestra como titular no dia do seu aniversário. No mesmo ano, O Cavalo e seu Menino foi publicado. Joy, após ter se divorciado de seu marido, vai morar em Oxford, para não ter mais que encontrar o marido, que ficara nos EUA. Ela e Lewis viraram amigos próximos.
Em 1955, Lewis publicou Surpreendido pela Alegria e O Sobrinho do Mago. Em 1956, Lewis se casou no civil com Joy Gresham para que ela não fosse deportada. No mesmo ano ele ainda publicou A Útilma Batalha – ganhadora da Carnegie Medal – e Até que tenhamos rostos. Ainda em 1956, a família Lewis descobriu que Joy tinha um câncer terminal nos ossos. Em março de 1957, Joy foi internada no hospital, e Lewis percebeu que estava apaixonado por ela. Lewis e Joy se casaram religiosamente no hospital. Em setembro do mesmo ano, Joy teve uma melhora e em dezembro, ela conseguia andar novamente. Em outubro de 1959, os exames de raios X revelaram que o câncer de Joy havia piorado. Em 1960, Joy e Lewis passaram a sua lua de mel na Grécia e, no dia 13 de julho do mesmo ano, faleceu Joy Lewis. Em 1961, Lewis fez um desabafo sobre o sofrimento de ter sua amada perdida no livro A Anatomia de uma Dor: Um luto em Observação. O livro foi publicado originalmente com o pseudônimo de N. W. Clerk. Neste ano, Lewis é internado com problemas nos rins e não pode ser operado. Lewis teve problemas de fraquezas, e se recuperou lentamente.
Em 15 de julho de 1963, Lewis sofreu um ataque cardíaco e foi internado. Ele sofria com a perda da concentração mental, e adormecia enquanto fazia suas atividades diárias. Lewis ficou em coma por quase 24 horas, e – contrariando as expectativas médicas – recuperou a consciência. No meio daquela madrugada, Lewis havia recebido a extrema unção e depois de sua repentina recuperação, Lewis perdeu novamente a consciência, recuperando-a apenas três semanas depois. Em 6 de agosto do mesmo ano, Lewis saiu do hospital e voltou para casa com um enfermeiro, tendo se demitido do seu cargo na universidade por não ter mais condições de exercê-lo.
Em 22 de novembro de 1963 às 17h30m, C.S. Lewis morreu em sua casa, uma semana antes de completar 65 anos.
Em 1964, o livro Oração: Cartas a Malcom, que havia sido preparado por Lewis antes de sua morte, foi publicado. E em 9 de Abril de 1973, Warnie Lewis morre. Warnie foi sepultado ao lado de seu irmão, e a tumba contém o nome dos dois e uma frase de Shakespeare: “Os homens devem, portanto, suportar suas vidas a partir de agora”. A frase estava em um calendário no quarto onde a mãe de C.S. Lewis, Flora, tinha morrido, e seu marido, Arthur, deixou a frase lá como um memorial até o fim de sua vida.
Fonte: Sociedade C.S. Lewis
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
James I

Jaime I (em inglês, James I ; Edimburgo, 1566 – Theobalds House, Hertfordshire, 1625), foi rei da Inglaterra e da Irlanda (1603-1625), sendo antes disso rei da Escócia, com o título de Jaime VI (1567-1625).
Proclamado como Rei da Escócia com um ano de idade, uma série de Regentes governaram durante sua menor idade até 1578. Em 1603 sucedeu Isabel I no trono da Inglaterra e Irlanda, que morreu sem descendência. Os direitos de Jaime ao trono inglês, como descendente de Henrique VII, eram superiores aos de outros pretendentes. Regeu conjuntamente Inglaterra, Escócia e Irlanda por um período de 22 anos, até sua morte aos 58 anos. Depois da União das Três Coroas, Jaime foi o primeiro com pretensões de ser chamado como Rei da Grã-Bretanha, porém encontrou oposição nos parlamentos da Inglaterra e Escócia, que consideravam o título carente de tradição e base legal..[1]
No início de seu reinado na Inglaterra, Jaime I enfrentou com êxito a célebre Conspiração da Pólvora em 1605 e sucessivos conflitos com o Parlamento, que lhe era hostil, especialmente no tocante ao aumento de impostos. Jaime I quis também manter a paz com a Espanha mas suas atitudes confusas causaram a guerra com esse país. Durante seu reinado, Jaime I favoreceu o anglicanismo e perseguiu católicos e puritanos. De acordo com alguns historiadores, a política absolutista de Jaime, sua irresponsabilidade financiera e os favores otorgados a seus favoritos impopulares são as bases da Guerra Civil Inglesa, durante a qual foi executado seu filho e sucessor, Carlos I.
Durante seu reinado a "Era Dourada" iniciada por Isabel I do drama e da literatura continuou com grandes escritores como William Shakespeare, John Donne, Ben Jonson e Francis Bacon, que o Rei patrocinou, contribuindo com o florescimento cultural. [2]
Apaixonado por teologia, o Rei ordenou a tradução da Bíblia que leva seu nome, a Bíblia do Rei Jaime, que ainda até os dias de hoje, é a oficial da Igreja Anglicana. Jaime era um homem muito instruído e inteligente, segundo o Henrique IV da França, Jaime era "le plus savant fou de la chrétienté", algo como "o mais erudito tolo da cristandade". Jaime também escreveu livros como True law of free monarchies e Basilikon Doron, defendendo o "direito divino dos reis".
Jaime Carlos (James Charles) foi o único filho da rainha Maria I da Escócia e de seu segundo marido Henrique Stuart, normalmente chamado de Lord Darnley. Ele era descendente de Henrique VII embora sua avó seja Margarida Tudor, irmã mais velha de Henrique VIII. Margarida era mãe de Margaret Douglas, condessa de Lennox e mãe de Henrique Stuart, Lord Darnley. Ela também era avó de Maria I da Escócia, esta última filha de Jaime V. O reinado de Maria na Escócia foi cheio de insegurança, ela e o marido eram católicos, e lidavam com uma rebelião protestante. O casamento de Maria foi difícil, enquanto ela estava grávida, seu marido aliou-se com os rebeldes e matou o secretário particular da rainha, David Rizzio.
Jaime I quando criançaJaime nasceu em 19 de junho de 1566 no Castelo de Edimburgo, e como filho mais velho do monarca tornou-se automaticamente em Duque de Rothesay e Lorde High Steward. O pai de Jaime foi assassinado em 10 de fevereiro de 1567 em Kirk o' Field na cidade de Edimburgo, talvez em vigança pela morte de Rizzio. Em 15 de maio de 1567, Maria casou-se com James Hepburn, que era um dos suspeitos da morte de Henrique Stuart, isso aumentou sua impopularidade diante da população. Em junho do mesmo ano, uma revolta protestante prendeu Maria no Castelo de Loch Leven; ela jamais veria o seu filho novamente. Ela foi forçada a abdicar em 24 de julho em favor do infante Jaime e apontar James Stewart, Duque de Moray, como regente.
Regências
Foi coroado Rei da Escócia aos 13 meses de idade como Jaime VI, na Igreja de Holy Rude, na cidade de Stirling, no dia 19 de julho de 1567. O sermão foi rezado pelo calvinista John Knox.
Em 1568, Maria I fugiu da prisão levando a um breve período de violência. James Stewart derrotou as tropas de Maria na Batalha de Langside, forçando-a fugir para Inglaterra onde foi presa pela rainha Isabel I. Em 22 de janeiro de 1570 James Stweart foi assassinado por James Hamilton de Bothwellhaugh, para ser sucedido na regência pelo avó paterno do jovem rei Jaime, Mateus Stuart, que foi fatalmente ferido no ano seguinte em um ataque de simpatizantes de Maria I. O seguinte regente, John Erskine, morreu em 28 de outubro de 1572 por causa de uma misteriosa doença depois de ir a um banquete de James Douglas (quarto Conde de Morton), o mais poderoso dos nobres escoceses, ainda mais que os próprios regentes. Morton, que sucedeu Erskine, demostrou ser o mais eficaz dos regentes de Jaime em todos os aspectos, derrotando até às famílias que continuavam apoiando a Maria I, mas fez muitos inimigos.
Sua queda não foi causada pelos partidários de Maria I, mas pelos cortesãos mais próximos do Rei, que pressionaram ao jovem monarcareales, animando-o de tomar o controle do reino em suas mãos. Morton perdeu o favor do rei com a chegada do francês Esmé Stweart, primo de Lorde Darnley, que convirteu-se rapidamente no favorito do Rei.
Morton foi acusado de participar do assassinato de Lord Darnley, pelo qual Morton foi preso, condenado e, finalmente, executado em 2 de junho de 1581. Jaime nomeou Esmé Stweart Duque de Lennox e em 8 de agosto o único Duque da Escócia. O Rei, de 15 anos de idade, permaneceria sob a influência de Esmé por mais de um ano.
Reinado na Escócia
O brasão de armas da Grã-Bretanha em 1603, uma junção dos brasões da Inglaterra, Irlanda e EscóciaEmbora protestante, O Duque de Lennox era aceito pro receio pelos nobres que notaram a afeição entre ele o o rei acusando Lennox de manter relações carnais com o rei.[3] Em agosto de 1582, na Incursão de Raid, os condes protestantes de Gowrie e Angus, respectivamente William Ruthven e Archibald Douglas, sequestraram o Rei Jaime e o prenderam no Castelo Huntingtower e forçaram Lennox a deixar a Escócia. Depois da fuga de Jaime em 1583, ele reassumiu o trono com um controle crescente. Ele aprovou as Actas Negras para afirmar a autoridade real sobre Kirk e entre 1584 e 1603 estabeleceu paz entre os lordes.
Em 1586, James assinou o Tratado de com a Inglaterra. Com a acusação de sua mãe em tentar matar a Rainha Isabel I, Jaime quebrou relações diplomáticas com a Inglaterra depois da execução da mãe. Porém durante a crise da Armada Espanhola em 1588, ele deu apoio a Isabel I como "natural filho e compatriota de seu país".
Casamento
Ana da DinamarcaDurante sua juventude, Jaime demonstrou pouco interesse pelas mulheres e depois da perda de Lennox, ele continuou a preferir a companhia masculina.[4] Um casamento era necessário para reforçar sua monarquia, e a escolha caiu sobre uma jovem de 14 anos, Ana de Dinamarca (nascida em outubro de 1574), filha mais nova do rei protestante Frederico II da Dinamarca. Ao partir rumo a Escócia, ela foi obrigada a parar na costa da Noruega devido a uma tormenta. Jaime foi buscá-la pessoalmente. Eles casaram-se em 23 de novembro de 1589 no Palácio Bishop em Oslo e retornaram a Escócia em maio do próximo ano. A princípio, Jaime estava fascinado por Ana, mas com o passar do tempo ele perdeu interesse por ela. Entre 1593 e 1595, Jaime esteve envlovido com Anne Murray, e depois com Lady Glamis.
Descendência
De Ana de Dinamarca:
Henrique Frederico Stuart (1594-1612), duque de Rothesay desde seu nascimento e quando se pai se tornou rei da Inglaterra foi nomeado Duque de Cornuália (1603) e príncipe de Gales (1610), morreu aos 18 anos provavelmente de febre tifóide
Elizabeth Stuart - Rainha da Boêmia (1596-1662), casada com Frederico V, Eleitor Palatino, morreu aos 65 anos
Margaret Stuart (1598-1600), morreu com 1 ano de idade
Carlos I de Inglaterra (1600-1649), morreu aos 48 anos
Robert Stuart, Duque de Kintyre (1602), morreu aos 4 meses de idade
Mary Stuart (1605-1607), morreu aos 2 anos
Sophia Stuart (1606), morreu entre 48 horas após o nascimento.
Teoria da monarquia
Em 1597–8, Jaime escreveu dois livros, The Trew Law of Free Monarchies e Basilikon Doron (O dom real), nos quais estabeleceu a base ideológica para sua monarquia.
Em Trew Law, ele desenvolve a teoria do direito divino dos reis, onde explica que por razões bíblicas os reis são superiores a outros homens. O documento propõe uma administração centralizada e uma política absolutista, pela qual um rei deveria impor novas leis por prerrogativa real, mas também atender à tradição e a Deus.[5]
O Basilikon Doron, escrito como livro de instrução para seu filho e herdeiro, o Henrique Stuart, na época com 4 anos, é um guia mais práctico para a arte de governar.[6] Apesar de certas banalidades[7] a obra foi bem escrita, e é talvez o melhor exemplo de Jaime em prosa. O conselho de Jaime sobre os parlamentos, que ele considerava só como as cortes pertencentes ao rei, o qual lembra de suas próprias dificuldades com a Câmara dos Comuns: "Não convoque o Parlamento", disse a seu herdeiro, "exceto pela necessidade de novas leis, o que deve ser raro". No Trew Law Jaime afirma que um monarca é proprietário de seus estados do mesmo modo que um senhor feudal possui seu feudo.
Em 1603, Jaime I torna-se rei de Inglaterra, retomando estas suas teorias em polêmica contra a Igreja Católica, então sob o pontificado de Paulo V, que vai mobilizar o cardeal Roberto Belarmino e o doutor Francisco Suárez em defesa da doutrina da Igreja.
O trono inglês
[editar] Proclamação de Jaime I
Nos últimos anos de Isabel I, o ministro chefe dela, Sir Robert Cecil, manteve correspondência secreta com Jaime com a finalidade de preparar a sucessão ao trono da Inglaterra. Antes da morte, da rainha Isabel I havia no testamento de Henrique VIII que a coroa deveria ser passada a Lady Ana Stanley, descendente de Maria Tudor (irmão de Henrique VIII). Entretanto, Jaime era o único aspirante sério à coroa inglesa; os outros, incluindo o visconde de Beauchamp e Lady Ana, não tinham o suficiente poder para defender seus direitos.
Isabel morreu em 24 de março de 1603 e no mesmo dia um Conselho de Ascensão proclamou Jaime como o Rei da Inglaterra. Com medo de alguma reação contrária, Londres foi colocada em alerta mas a notícia da noemação de Jaime não causou revoltas e protestos. No dia 5 de abril, Jaime deixou Edimburgo rumo a Londres. Jaime foi coroado como rei inglês no dia 24 de julho e assumiu o nome de James I (Jaime I), na Escócia ele era chamado de James VI). Isabel I foi a última monarca da Dinastia Tudor: com James I no poder iniciava-se a Dinastia Stuart.
A ascensão de James I marca também a união da Inglaterra e Escócia mas como reinos independentes, embora eles estivessem sob o comando do mesmo monarca. James I não poupou esforços para tentar unir os dois reinos em um só reino, mas isso só foi possível com a Tratado de União de 1707, no reinado de Ana I.
Início do Reinado
Apesar da facilidade da sucessão, James I teve que lidar com duas conspirações em seu primeiro ano de regime, O Complô de Bye e de Main, que levou a prisão entre outros de Sir Walter Raleigh. James manteve o Conselho Privado (ou Privy Council) de Isabel I de acordo com os conselhos de Robert Cecil mas em breve James apoiou a inclusão de Henry Howard e seu sobrinho Thomas Howard assim como outros cinco nobres da Escócia. A introdução de Henry Howard e Thomas Howard marcando o início do poder da família Howard na Inglaterra, que atingiu seu ápice depois da morte de Cecil em 1612.
Nos primeiros anos do regime de James I, ele sofreu grande influência de Cecil (mais tarde Conde de Salisbury), que era assistido pelo experiente Thomas Egerton, que James I nomeou como Barão Ellesmere e Lord Chanceler, e por Thomas Sackville (logo Conde de Dorset), que continuou sendo seu Lord Treasurer. James I criou numerosos títulos nobiliários para recompensar e manter contentes aos cortesãos. No total, durante o reinado de James foram criados 62 novos títulos nobres, em contraste com sua antecessora, a rainha Isabel, a qual havía criado somente 8 novos títulos durante seus 45 anos de governo. James I também se envolveu em numerosos conflitos com o parlamento pois estava acostumado com um tímido parlamento na Escócia.
James I tinha gosto pessoal pela união das coroas da Escócia e Inglaterra para estabelecer uma União Permanente das Coroas sob o poder de um monarca, um plano que encontrou oposição em ambos países.[8] Em abril de 1604, a Câmara dos Comuns recusou o pedido de James I para o título de "Rei da Grã-Bretanha". Em outubro de 1604, ele se autoproclamou o "Rei da Grã-Bretanha", embora Francis Bacon tenha lhe dito que ele não poderia usar este título em nenhum processo legal.
James teve que lidar com conflitos religiosos onde foi lhe mandado uma petição que solicitava tolerância religisosa aos puritanos. Em 1604, ele aceito que fosse feitas tradução oficial da Bíblia, que veio a ser conhecida como 'Versão do rei James' (também chamada de 'Bíblia do Rei James'). Também no mesmo ano, aumentou a caçada às bruxas proclamando a pena de morte sem benefício clerical de última ins~tância para quem invocasse espíritos do mal ou familiares. Esse mesmo ano, terminou com a guerra de vinte anos com a Espanha, conhecida como a Guerra Anglo-Espanhola, assinando o Tratado de Londres.
Conspiração da pólvora
Em 1605, um grupo de extremistas católicos conduzidos por Robert Catesby desenvolveu um plano, conhecido como a Conspiração da Pólvora, que consistia em causar uma explosão na Câmara dos Lordes no Parlamento, em que se reuniriam o rei e os membros de ambas Câmaras do parlamento para a Cerimônia Oficial de Abertura. Os conspiradores sustituiriam Jaime I por sua filha Elizabeth, a qual, segundo eles, esperavam poder converter ao catolicismo romano e, com ela, toda Inglaterra. Um dos conspiradores, entretanto, soltou a informação dos planos da conspiração, por isso ela acabou fracassando. Guy Fawkes, o responsável por executar a conspiração, foi torturado até revelar as identidades dos outros conspiradores, todos os quais foram executados ou assassinados durante sua captura. O cuidado para o não cumprimento das normas anticatólicas por James I assegurou-lhe que não houvesse mais conspirações depois de 1605.
O Rei e o Parlamento
James I impôs direitos aduaneiros sem a aprovação parlamentar, algo que nenhum monarca havia se atrevido a fazer desde o reinado de Ricardo II. A legalidade de tal ação foi desafiada em 1606 pelo mercante John Bates; a corte do ministério da Fazenda, entretanto, ficou a favor do rei. A decisão da corte foi denunciada pelo Parlamento. As relações entre James I e o Parlamento também foram arranhadas pela negativa do parlamento ao plano do reu em permitir livre intercambio comercial entre Inglaterra e Escócia.
Na última sessão do primeiro Parlamento reunido em seu reinado (que começou em 1610), Lord Salisbury propôs um esquema chamdo de o Grande Contrato, que seria uma forma de deixar a coroa livre de dívidas feudais em troca de um subsídio parlamentar anual. O plano, entretanto, fracassou devido a uma facção do parlamento. Frustrado pelos membros da Câmara dos Comuns e pelo fracasso do Grande Contrato, Jaime I dissolveu o Parlamento em 1611.
Lord Salisbury morreu em 1612; outros conselheiros mais próximos do rei, como Robert Carr, foram forçados a sair. O governo pessoal de Jaime I foi desastroso para as finanças, e um novo Parlamento teve que ser chamado em 1614 para obter a criação de novos impostos. Este parlamento, o segundo do reinado de Jaime I, ficou conhecido como o "Parlamento Inútil" porque não pode aprovar nenhuma legislação ou impor nenhum imposto. Jaime I dissolveu este Parlamento rapidamente, quando chegou a ficarr claro que nenhum progresso podería ser feito.
Depois da dissolução do Parlamento Inútil, James I governou sem un parlamento durante sete anos. Empregou os serviços do negociante Lionel Cranfield, que atuou com grande astucia para aumentar o dinheiro da Coroa vendendo títulos e outras dignidades, muitas delas criadas expresamente como fonte alternativa de dinheiro.
O casamento espanhol
Jaime I retratado por Paul van Somer IOutra fonte de dinheiro seria o casamento do Príncipe de gales com a infanta Maria Ana da Espanha. Isto também seria um meio de manter a paz com a Espanha. Apoiado pelos Howard e outros ministros e diplomáticos pro-católicos, a proposta aliança com a maior potência católica não foi bem recibida pelos protestantes ingleses.
O início da Guerra dos Trinta Anos em 1618, logo absorveu toda Europa. Seu genro, Federico V do Palatinado, nomeado rei da Boêmia pelos rebeldes protestantes, foi expulso do país pelo Imperador do Sacro Império Romano Germânico Fernando II em 1620, enquanto que as tropas espanholas invadiram o Baixo Palatinado. Finalmente, Jaime I convocou o parlamento em 1621 para financiar uma expedição militar em apoio ao seu cunhado. A convocação resultou em fiasco duplo, já que, por um lado, os Comuns só aprovaram um financiamento insuficiente para socorrer ao Eleitor Palatino e em novembro do mesmo ano, formularam uma petição para declarar guerra contra a Espanha, e também para que o Príncipe de Gales se casasse com uma protestante. O Rei respondeu dizendo-lhes que não deveriam interferir em assuntos de prerrogativa real ou seriam castigados e o parlamento exigiu o reconhecimento de seus direitos, incluindo o de libertade de expressão, e autoridade para discutir qualquer matéria referente ao bem estar do reino.
Em 1623, o jovem príncipe Carlos e Buckingham decidiram ir a Espanha incógnitos para pegar a mão da Infanta pessoalmente, mas a missão provou ser um erro e uma temeridade. O governo espanhol exigiu a necessidade do Príncipe se converter ao catolicismo e passar um ano na Espanha. Príncipe e o Duque retornaram a Inglaterra sem a Infanta, e imediatamente romperam o tratado, com grande deleite do povo britânico.
Os favoritos do Rei
A rainha Ana morreu em 1619. Havia rumores que Jaime I pouco se afetou com sua morte porque tinha um "especial afeto romântico" com George Villiers, primeiro duque de Buckingham. Os dois se conheceram em 1614, com o rei lhe dando uma grande quantidade de honrarias, culminando com o título de Duque de Buckingham em 1623. Muito provavelmente tenha sido homossexual ou bissexual, pois outorgou títulos de nobreza, terras, pensões e jóias a seus diversos favoritos com tal generosidade que esgotou o tesouro real.
Morte
Durante o último ano de James, com o Duque de Buckingham consolidando seu controle para que Carlos fosse o próximo rei a ser coroado, o rei estava gravemente doente. Em 1625, James tinha vários ataques de artrite e gota.
Morreu em Theobalds House, em Hertfordshire, Herts, em 27 de março de 1625, aos 58 anos de idade, sendo sepultado na abadia de Westminster, Londres.
Fonte: Wikipedia
segunda-feira, 26 de julho de 2010
João Ferreira de Almeida

João Ferreira de Almeida, conhecido pela autoria de uma das mais lidas traduções da Bíblia em português, ele teve uma vida movimentada e morreu sem terminar a tarefa que abraçou ainda muito jovem. Entre a grande maioria dos evangélicos do Brasil, o nome de João Ferreira de Almeida está intimamente ligado às Escrituras Sagradas. Afinal, é ele o autor (ainda que não o único) da tradução da Bíblia mais usada e apreciada pelos protestantes brasileiros. Disponível aqui em duas versões publicadas pela Sociedade Bíblica do Brasil - a Edição Revista e Corrigida e a Edição Revista e Atualizada - a tradução de Almeida é a preferida de mais de 60% dos leitores evangélicos das Escrituras no País, segundo pesquisa promovida por A Bíblia no Brasil.
Se a obra é largamente conhecida, o mesmo não se pode dizer a respeito do autor. Pouco, ou quase nada, se tem falado a respeito deste português da cidade de Torres de Tavares, que morreu há 300 anos na Batávia (atual ilha de Java, Indonésia). O que se conhece hoje da vida de Almeida está registrado na "Dedicatória" de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.
De acordo com esses registros, em 1642, aos 14 anos, João Ferreira de Almeida teria deixado Portugal para viver em Málaca (Malásia). Ele havia ingressado no protestantismo, vindo do catolicismo, e transferia-se com o objetivo de trabalhar na Igreja Reformada Holandesa local. Dois anos depois, começou a traduzir para o português, por iniciativa própria, parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol. Além da Versão Espanhola, Almeida usou como fontes nessa tradução as Versões Latina (de Beza), Francesa e Italiana - todas elas traduzidas do grego e do hebraico. Terminada em 1645, essa tradução de Almeida não foi publicada. Mas o tradutor fez cópias à mão do trabalho, as quais foram mandadas para as congregações de Málaca, Batávia e Ceilão (hoje Sri Lanka). Mais tarde, Almeida tornou-se membro do Presbitério de Málaca, depois de escolhido como capelão e diácono daquela congregação.
No tempo de Almeida, um tradutor para a língua portuguesa era muito útil para as igrejas daquela região. Além de o português ser o idioma comumente usado nas congregações, era o mais falado em muitas partes da Índia e do Sudeste da Ásia. Acredita-se, no entanto, que o português empregado por Almeida tanto em pregações como na tradução da Bíblia fosse bastante erudito e, portanto, difícil de entender para a maioria da população. Essa impressão é reforçada por uma declaração dada por ele na Batávia, quando se propôs a traduzir alguns sermões, segundo palavras, "para a língua portuguesa adulterada, conhecida desta congregação."
O tradutor permaneceu em Málaca até 1651, quando se transferiu para o Presbitério da Batávia, na cidade de Djacarta. Lá, foi aceito mais uma vez como capelão, começou a estudar teologia e, durante os três anos seguintes, trabalhou na revisão da tradução das partes do Novo Testamento feita anteriormente. Depois de passar por um exame preparatório e de ter sido aceito como candidato ao pastorado, Almeida acumulou novas tarefas: dava aulas de português a pastores, traduzia livros e ensinava catecismo a professores de escolas primárias. Em 1656, ordenado pastor, foi indicado para o Presbitério do Ceilão, para onde seguiu com um colega, chamado Baldaeus.
Ao que tudo indica, esse foi o período mais agitado da vida do tradutor. Durante o pastorado em Galle (Sul do Ceilão), Almeida assumiu uma posição tão forte contra o que ele chamava de "superstições papistas," que o governo local resolveu apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia (provavelmente por volta de 1657). Entre 1658 e 1661, época em que foi pastor em Colombo, ele voltou a enfrentar problemas com o governo, o qual tentou, sem sucesso, impedi-lo de pregar em português. O motivo dessa medida não é conhecido, mas supõe-se que estivesse novamente relacionado com as idéias fortemente anti-católicas do tradutor.
A passagem de Almeida por Tuticorin (Sul da Índia), onde foi pastor por cerca de um ano, também parece não ter sido das mais tranqüilas. Tribos da região negaram-se a ser batizadas ou ter seus casamentos abençoados por ele. De acordo com seu amigo Baldaeus, o fato aconteceu porque a Inquisição havia ordenado que um retrato de Almeida fosse queimado numa praça pública em Goa.
Foi também durante a estada no Ceilão que, provavelmente, o tradutor conheceu sua mulher e casou -se. Vinda do catolicismo romano para o protestantismo, como ele, chamava-se Lucretia Valcoa de Lemmes (ou Lucrecia de Lamos). Um acontecimento curioso marcou o começo de vida do casal: numa viagem através do Ceilão, Almeida e Dona Lucretia foram atacados por um elefante e escaparam por pouco da morte. Mais tarde, a família completou-se, com o nascimento de um menino e de uma menina.
A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da Batávia, onde ficou até o final da vida. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor. Os registros a esse respeito mostram muito de suas idéias e personalidade. Entre outras coisas, Almeida conseguiu convencer o presbitério de que a congregação que dirigia deveria ter a sua própria cerimônia da Ceia do Senhor. Em outras ocasiões, propôs que os pobres que recebessem ajuda em dinheiro da igreja tivessem a obrigação de freqüentá-la e de ir às aulas de catecismo. Também se ofereceu para visitar os escravos da Companhia das Índias nos bairros em que moravam, para lhes dar aulas de religião - sugestão que não foi aceita pelo presbitério - e, com muita freqüência, alertava a congregação a respeito das "influências papistas."
Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado - ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo da Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.
Escolhidos os revisores, o trabalho começou e foi sendo desenvolvido vagarosamente. Quatro anos depois, irritado com a demora, Almeida resolveu não esperar mais - mandou o manuscrito para a Holanda por conta própria, para ser impresso lá. Mas o presbitério conseguiu parar o processo, e a impressão foi interrompida. Passados alguns meses, depois de algumas discussões e brigas, quando o tradutor parecia estar quase desistindo de apressar a publicação de seu texto, cartas vindas da Holanda trouxeram a notícia de que o manuscrito havia sido revisado e estava sendo impresso naquele país.
Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. Um ano depois, ela chegou à Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais. As autoridades Holandesas determinaram que se fizesse o mesmo com os volumes que já estavam na Batávia. Pediram também que se começasse, o mais rápido possível, uma nova e cuidadosa revisão do texto.
Apesar das ordens recebidas da Holanda, nem todos os exemplares recebidos na Batávia foram destruídos. Alguns deles foram corrigidos à mão e enviados às congregações da região (um desses volumes pode ser visto hoje no Museu Britânico, em Londres). O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, e distribuída.
Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a trabalhar com o Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento). Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada - pelo menos desde 1670, segundo os registros—, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira. Em 1691, no mês de outubro, Almeida morreu. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ez 48.21. A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753.
A Bíblia no Brasil, n. 160, 1992, p. 14
Fonte: BOL- Bíblia on-line /SBB
John Wesley

John Wesley viveu na Inglaterra do século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada. O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.
Infância
John Wesley, décimo terceiro filho do ministro anglicano Samuel e de Susana Wesley, nasceu a 17 de junho de 1703, em Epworth na Inglaterra.
Devido às atividades pastorais que impediam o Reverendo Samuel de dar a devida assistência ao lar, Susana assumiu a administração financeira da família e a educação dos filhos e filhas. Disciplinava com rigidez os filhos, mantendo horário para cada atividade e reservando um tempo de encontro com cada filho para conversar, estudar e orar.
Incêndio em sua casa
Ainda na infância, John Wesley foi o último a ser salvo, de forma miraculosa, em um incêndio que destruiu toda sua casa, onde estivera preso no segundo andar. A partir desse dia, Susana, sua mãe, dedicou-lhe atenção especial, pois entendeu que Deus havia poupado sua vida para algo muito especial.
Aos cinco anos de idade, Susana Wesley começou a alfabetizar o John, usando o livro dos Salmos como apostila.
John estudou com sua mãe até os 11 anos. Entrou, então, para uma escola pública, onde ficou como aluno interno por seis anos. Aos 17 anos, foi para a Universidade de Oxford.
Estudos
Jonh Wesley iniciou seus estudos em Oxford onde começa a se reunir com um grupo de estudantes para meditação bíblica e oração, sendo conhecidos pelos colegas universitários de "Clube Santo", ele não inventou o nome: alunos, notando que os membros do grupo tinham horário e método para tudo que faziam, os taxaram como 'metodistas'. Wesley preferia chamá-los simplesmente de 'Metodistas de Oxford'..
Neste grupo Wesley e seu irmão Carlos iniciaram a visitar e evangelizar os presídios. Wesley passou então a se interessar mais pela questão social de seu país e a miséria que a Inglaterra vivia na época.
Assim, gradua-se em Teologia, e pode ajudar a seu pai na direção da Igreja Anglicana.
Isto até os 32 anos, quando atendeu a um apelo: precisava-se de missionários na Virgínia, Nova Inglaterra.
Missão na Virgínia
Um dos episódios que marcou o início do metodismo foi a viagem missionária de Jonh Wesley aos EUA - Virgínia para "evangelizar os índios" sendo praticamente fracassado. Em sua viagem de retorno Jonh Wesley expressa sua frustração "fui à América evangelizar os índios, mas quem me converterá?". Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico, Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios (grupo de cristãos pietistas que buscavam a conversão pessoal mediante o Espírito Santo) a bordo do navio que, durante uma grande tempestade, as crianças e os adultos moravios cantavam e louvavam ao nome do Senhor (Deus)e Wesley vendo a fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley por ele achar que, Deus não poderia o justifica-lo mediante seus pecados e por isso constantemente temia a morte desde sua juventude) predispôs à seguir a fé evangélica dos morávios. Retornou à Inglaterra em 1738.
Conversão
Após 2 anos, John Wesley volta desiludido com o trabalho realizado na Virgínia. Encontra-se, então, com Pedro Böhler, em Londres, Böhler era pastor moraviano (da Morávia, Alemanha) e com ele John Wesley se convence de que a fé é uma experiência total da vida humana. Procurou, então, libertar-se da religião formalista e fria para viver, na prática, os ensinos de Jesus.
No dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito por Martinho Lutero, pai da Reforma Protestante, sobre a carta aos Romanos, John sente seu coração se aquecer (entende-se que Wesley experimentava o "batismo no Espírito Santo"). Experimenta grande confiança em Cristo e recebe a segurança de que Deus havia perdoado seus pecados.
A Experiência do Coração Aquecido
No dia 24 de maio de 1738, na rua Aldersgate, em Londres, Wesley passou por uma experiência espiritual extraordinária, que é assim narrada em seu diário:
"Cerca das nove menos um quarto, enquanto ouvia a descrição que Lutero fazia sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".
Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média de três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e imoralidade e cantaram a nova fé nas palavras dos hinos de Carlos Wesley, irmão de John. Os dois irmãos deram à religião um novo espírito de alegria e piedade.
Igreja
Como não havia muitas oportunidades na Igreja Anglicana, Wesley pregava aos operários em praças e salões - muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja - E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: "o mundo é a minha paróquia". Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Carlos organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes. Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de 'O Cavaleiro de Deus'. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais. A Igreja Metodista, como Igreja propriamente, organizou-se primeiro nos EUA e depois na Inglaterra (somente após a morte de Wesley no dia 2 de março de 1791).
Membros nos Estados Unidos[1]
1771 - 361 membros
1780 - 8.500 membros
1784 - 15.000 membros
1790 - 57.621 membros
1800 - 64.894 membros
1809 - 163.038 membros
[editar] Doutrina
Wesley ensinava que a conversão a Jesus é comprovada pela prática (testemunho), e não pelas emoções do momento.
Valorização dos pregadores leigos que participavam lado a lado com os clérigos da Missão de evangelização, assistência e capacitação de outras pessoas.
Afirma que o centro da vida cristã está na relação pessoal com Jesus Cristo. É Jesus quem nos salva, nos perdoa, nos transforma e nos oferece a vida abundante de comunhão com Deus.
Valoriza e recupera em sua prática a ênfase na ação e na doutrina do Espírito Santo como poder vital para a Igreja.
Reconhece a necessidade de se viver o Evangelho comunitariamente. John Wesley afirmou que "tornar o Evangelho em religião solitária é, na verdade, destruí-lo".
Preocupa-se com o ser humano total. Não é só com o bem-estar espiritual, mas também com o bem-estar físico, emocional, material. Por isso devemos cuidar do nosso próximo integralmente, principalmente dos necessitados e marginalizados sociais.
Podemos afirmar que o bem-estar espiritual é o resultado da paz de Cristo que alcança todas as áreas da vida do cristão. É o resultado do bem-estar físico, emocional, econômico, familiar, comunitário. Tudo está nas mãos de Deus, nEle confiamos e Ele é fiel em cuidar de nós. Sua salvação alcança-nos integralmente.
Enfatiza a paixão pela evangelização. Desejamos e devemos trabalhar com paixão, perseverança e alegria para que o amor e a misericórdia de Deus alcancem homens e mulheres em todos os lugares e épocas.
Aceita as doutrinas fundamentais da fé cristã, conforme enunciadas no Credo Apostólico (Cremos na Bíblia, em Deus, em Jesus Cristo, no Espírito Santo, no ser humano, no perdão dos pecados, na vitória por meio da vida disciplinada, na centralização do amor, na segurança e na perfeição cristã, na Igreja, no Reino de Deus, na vida eterna, na segunda vinda de Jesus, na graça de Deus para todos, na possibilidade da queda da graça divina, na oração intercessória, nas missões mundiais. Cremos profundamente no AMOR. Amor de Deus em nossa vida, amor dos irmãos.) , enfatizando o equilíbrio entre os atos de piedade (atos devocionais) e os atos de misericórdia (a prática de amor ao próximo).
Fonte: LOCKMANN, Bispo Paulo; CONSTANTINO, Zélia. Seguir a Cristo, manual de discipulado
[editar] Legado
Além de milhares de convertidos e encaminhados para a santificação cristã, houve também obras sociais dignas de destaque, como estas: Dinheiro aos pobres (Wesley distribuía). Compêndio de medicina (Wesley escreveu e foi largamente difundido). Apoio na reforma educacional. Apoio na reforma das prisões. Apoio na abolição da escravatura! Atualmente, o total de membros da comunidade metodista no mundo está estimado em cerca de 75 milhões de pessoas. O maior grupo concentra-se nos Estados Unidos: a Igreja Metodista Unida neste país é a segunda maior denominação protestante.
Hoje, além dos seguidores do Metodismo, a vida de muitos são influenciada pela missão de Wesley. Movimentos posteriores como o Movimento de Santidade e o Pentecostalismo devem muito a ele. A insistência wesleyana da busca da santificação pessoal e social contribuem significativamente para a ideologia da busca de uma vida e mundo melhor. A Igreja Católica Romana recebeu indiretamente alguns conceitos de Wesley quando o cardeal John Henry Newman uniu-se a ela, vindo da Igreja Anglicana e concretizando em reformas litúrgicas, sociais, carismática e teológica desde o concílio Vaticano II.
Faleceu a 2 de março de 1791, em Londres, Inglaterra
Fonte: Wikipedia
Assinar:
Postagens (Atom)